Sou pleno quando permito que tome cada célula de meu corpo e transpasse cada poro. E mesmo quando não quero, mesmo afastado, sou envolvido. E me entrego. O pior é que me entrego.
E em minha entrega esqueço do mundo. Ou o mundo me esquece. Tanto faz. Tanto melhor que seja ambos. Porque meus olhos convergem para dentro e então me sinto. Me conheço melhor. E confesso que me assombra perceber como também me conhece tanto, como sabe onde tocar.
Naquela hora sou apenas eu. Respirar rapidamente, ver o mundo girar mesmo de olhos fechados e explorar meus limites me fazem sentir-me vivo, como se eu não fosse apenas uma conseqüência, mas o instrumento que dá harmonia à sua razão de existir.
E é pra isso que foi feita a música. Ninguém me tira da cabeça. Certa vez ouvi dizer que a felicidade só é feita de instantes.
Os meus surgem quando eu danço.
phewww…

2 comments
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Janeiro 16, 2007 às 12:58 am
Julliane Brita
Alguns dos meus melhores também foram ao dançar.
Ou ao ver dançando.
E somente por lembrar de alguns momentos em que a música levava minhas amarras já me sinto tão bem.
Minhas amarras são fortes e incansáveis. Mas a música é ainda mais.
Quanto a você, eu diria que dança melodicamente.
Na realidade, gosto de como seu corpo toma posse da melodia.
Por várias vezes tive a impressão de que a música estava esperando você para acontecer por inteiro.
Beijos, P.P.!!!
ps: I hope you daaaaaaaaaaance..
Janeiro 16, 2007 às 4:17 pm
Pein
Tive uma impressão agora. Vi uma cena.
Ela era linda, daquelas que só o nosso peito pode ficar sem ar, que só nossos músculos sabem como tremer.
E essa cena pedia a entrega, demostrava o instante com o mundo girando. Como nossos olhos são tantos??
Em´pé nossa formatura, não?? Só preciso pegar o convites =D yeah yeah!