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Essa semana decidi fazer uma faxina geral no meu quarto.

Tirar os entulhos do caminho, passar a mão em tudo o que fosse velho e imprestável e jogar fora com boa parte do peso da minha consciência. E fiz.

E em meio a papelada, descobri um poema. Acho que esse é o verdadeiro sentido de se escrever em tudo quanto é lugar. Um dia achar.

Compartilho com quem quer que visite esse blog, um poema cheio de pó e verdadeiro (de um passado não muito distante), e que foi para o lixo, mas que fica em minha memória. Sem título.

 “Queria tocar o mar.

E com ele sentir que sou pequeno e leve e ninguém, como sempre fui.

Queria tocar o mar

e me deliciar com o balanço suave,

mas que esconde uma fúria adormecida, como eu mesmo.

Queria tocar o mar e meter os pés bem fundo na areia,

só para não queimá-los no chão quente,

como queima meu peito quando toco tua lembrança.

Queria tocar o mar

e me deixar levar pra bem longe,

pra uma terrinha calma, de sonhos, só minha.”

 

phewww…